GUARDIÕES ESPIRITUAIS

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Primeiro post! Uhuuul! Depois de algum tempo arrumando as ideias e o layout do blog, levar uns chutes no traseiro e umas broncas da minha guardiã, finalmente comecei a escrever. Conversar daqui, pergunta de lá e um assunto que sempre surge entre minhas manas bruxas é exatamente guardiões espirituais. O que é um guardião? Como falamos com ele? O que ele faz? Todo mundo tem guardião?


                     


Guardiões espirituais são espíritos que se conectam conosco no momento do nosso nascimento e se desligam de nós quando desencarnamos. Todas as pessoas possuem um guardião. Esse espírito nos auxilia durante nossa vida na Terra e pode ser humano ou não. Eles são responsáveis pela nossa sorte, por nos guiar e proteger e podem intervir em acontecimentos e eventos da nossa vida cotidiana. Essas intervenções podem vir através de um pensamento, intuição, sonhos, sensações ou intervenções ativas, quando o guardião interfere diretamente em uma ação que está em curso.

Nos conectarmos com nosso guardião é importante para aumentar nossa percepção de nós mesmos e do ambiente em que vivemos. Ao entrar em contato com esses seres, conseguimos ver mais claramente o caminho a nossa frente e onde ele nos leva. Nos conectarmos com nossos guardiões é nos conectarmos com uma parte de nós mesmos.

Os guardiões estão presentes em várias culturas pelo mundo. O que mais conhecemos é o anjo da guarda cristão, um anjo enviado por Deus para guardar e proteger seus filhos. Na cultura nórdica os guardiões são chamados de fylgja (pl. fylgjur), que significa "acompanhar". Possuem forma feminina ou de animais e a forma da sua fylgja diz muito sobre o seu guardado. Serpentes, ratos, lobos, ursos, raposas, cavalos, cada animal possui uma característica particular que é expressada pela personalidade da pessoa. Existem relatos nas sagas nórdicas de pessoas que se transformavam em seus fylgjur, provavelmente no plano astral. Se transformar em seu fylgja no astral é possível, mas isso é assunto para outro dia.

Lembrou muito minha guardiã S2
Na cultura grega temos os daemones (s. daemon), são como gênios pessoais de cada pessoa. Esses espíritos são mais poderosos que os humanos, mas estão abaixo das divindades, apesar de incluírem algumas divindades menores. Semelhantemente, a cultura árabe possui os djinni (s. djinn), a origem do gênio da lâmpada da cultura pop atual. Os djinni estão abaixo dos anjos na hierarquia, mas acima dos humanos. Eles vivem na Terra e são divididos de acordo com seu alinhamento moral. Os djinni podem alterar sua forma e gostam e pregar peças em humanos desavisados. Apesar de serem brincalhões, muitos são benevolentes e querem o bem da humanidade, por isso servem de guardiões para seres humanos, os guiando através da vida na Terra.







COMO SE CONECTAR COM O SEU GUARDIÃO

Para isso, você pode começar com algo simples. Não é necessário nada especial. Você vai precisar de:

- Uma vela branca
OU
- Um incenso de seu gosto

Antes de começar, sugiro que faça uma sessão curta de mindfulness para limpar a mente e se conectar com o aqui e agora. Encontre um lugar calmo e fique em uma posição confortável. Acenda a vela ou o incenso e chame pelo seu guardião. Diga que você quer conhecê-lo, que quer ouvi-lo. Conte sobre você, sobre sua vida, sobre seu dia. Mesmo que ele já saiba de tudo isso, é importante estabelecer um diálogo. Diga como está, porque quer se conectar com ele. Converse como se estivesse conversando com um amigo. Quando terminar, agradeça a presença dele e apague a vela/incenso. Faça isso com certa frequência e anote como se sentiu antes e depois de cada conversa. As vezes durante a conversa, o ar pode mudar, você pode sentir cheiro de algo. Logo após a conversa você pode sentir vontade de fazer algo diferente. É normal, não se assuste, só não se esqueça de anotar.

Manter um registro é importante para que possamos notar as mudanças que nossa prática traz. Você pode ter um caderno só para isso, anotar em uma caderneta ou bloquinho de notas. A frequência das conversas varia de acordo com cada pessoa. Você pode começar fazendo todo dia e espaçar depois de um tempo. Ou fazer uma fez por semana, dia sim, dia não. Você decide.

"Falei com meu guardião, e agora?" Calma, fera. "MAS EU VOU FAZER O QUE COM MEU GUARDIÃO?" Você não vai fazer nada com ele. Não dá pra devolver, não dá pra trocar (as vezes dá), não dá pra ficar sem. O que você pode fazer, e eu aconselho muito, é: peça conselhos quando a situação estiver difícil, peça clareza quando não souber qual caminho seguir, peça forças quando estiver fraco, peça proteção quando se sentir ameaçado. Cada guardião é diferente, assim como cada pessoa é diferente. A minha guardiã, por exemplo, é muito impaciente em relação à outras pessoas, mas extremamente paciente e cuidadosa em relação à mim.

O ALTAR

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Caso você (ou seu guardião) queira, você pode montar um altar para seu guardião. Uma vela e um incensário já é um bom começo. Não é obrigatório, mas pode ajudar. Em cima da sua cômoda, ou naquela mesinha de vidro que você não usa. O altar é um lugar especial dedicado somente para a finalidade em que foi criado. É na frente do altar que você irá meditar, conversar e ouvir eu guardião. É nele que você depositará oferendas e acenderá velas e incensos para ele. Colocar imagens, decorações típicas e objetos da cultura de origem do seu guardião é uma ótima opção. Mas para saber exatamente o que seu guardião quer, o melhor é perguntar diretamente para ele. Minha guardiã, por exemplo, adora moedas douradas. Quando pedi para ela me mostrar o que ela gostaria no altar, eu encontrei três moedas de 10 centavos em um mesmo dia, em lugares diferentes, na rua. Na noite seguinte sonhei com uma mulher de vermelho com muitas jóias douradas e moedas douradas nas bordas de suas roupas. Recado recebido: moedas douradas. 

MINHA EXPERIÊNCIA

Particularmente, eu tenho dificuldade em manter rotinas. Fiz três dias seguidos de conversa e depois me esqueci totalmente. Quando fazia era ocasionalmente aos sábados. Não lembro em qual dos três primeiros dias (olhem a importância das anotações) senti alguém se sentando ao meu lado, no puff cor de rosa que tenho no meu quarto. Eu não só senti como ouvi o puff fazendo barulho. E não fui eu que fiz o barulho porque eu estava sentada no chão.
Quando as coisas começam a fazer barulho
                                                      
Estabelecer uma relação com seu guardião é como uma amizade: precisa de tempo. E como toda amizade, não é só flores. O seu guardião não está aqui para passar a mão na sua cabeça, ele está aqui para te GUIAR. Eu já ganhei uma rolhada (sim, uma rolha de garrafa, daquelas de espumante) na orelha por gastar o que não devia. Volta e meia levo uns berros, uns chacoalhões.
O guardião mostra aquilo que está bem a nossa frente, mas nós não conseguimos ver. Ele nos ajuda durante toda a nossa vida, mas raramente percebemos isso. Estar em contato com seu guardião é um passo importante para o auto conhecimento e avaliação constante dos caminhos que tomamos.

Beijos da tia e até a próxima! 😗


Um comentário:

  1. Sam adorei o texto! Você escreve de moro muito claro. Obrigada! Deixa eu te fazer uma pergunta, se eu desconfio de que algum animal anda me rondando muito, como sei se ele é meu guardião ou se está relacionado a alguma divindade? E se for mesmo meu guardião, ele vai falar comigo como se fosse uma pessoa representada por um animal ou de fato ele será como o animal que eu estou vendo? Pq aí Nao entra na categoria animal totem? Aguardando seus proximos textos, fadinha! Bjo!

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